08/04/2009 - Saiba como pedir uma carta de recomendação para um novo emprego  
 
Documento tem efeito de confiabilidade e reforça que o funcionário não teve problemas de relacionamento
Carolina Amgarten

Cartas de recomendação podem ser um diferencial em um processo seletivo. Contudo, é preciso saber para quem pedi-las e, principalmente, como fazê-lo. De modo geral, o recurso serve para a ocasião em que o profissional, ao deixar um emprego, está em busca de outro posto de trabalho.

“A carta de recomendação certifica a passagem do funcionário na empresa, detalhando dados muitas vezes genéricos na carteira de trabalho”, comenta Jane Souza, consultora de Recursos Humanos do Grupo Soma. O documento também reforça que o funcionário não teve problemas de relacionamento em seu emprego anterior, de modo a registrar uma visão positiva do candidato.

Para Gerusa Mengarda, gerente de seleção da Allis, consultoria especializada em recrutamento, a carta atesta que o funcionário agregou valor em seu trabalho prévio. No entanto, a gerente destaca que as empresas não têm o costume de pedir o documento ao recrutarem. Logo, ter uma carta em mãos é um diferencial quando há muitos candidatos com o mesmo perfil em um processo seletivo.

As especialistas salientam que não é recomendável requerer uma carta a um colega de trabalho, já que o documento necessita ter um efeito de confiabilidade. Para a consultora do Grupo Soma, o funcionário deve pedi-la a seu gerente ou chefe. Caso não haja intimidade com a gerência, o profissional pode solicitar a carta junto ao setor de Recursos Humanos (RH). Algumas empresas preparam automaticamente o material durante o processo de demissão.

Por outro lado, Gerusa afirma não ser adequado pedir uma carta quando o funcionário for demitido por baixo desempenho, uma vez que a função do recurso é destacar que o trabalhador tem um perfil gerador de resultados. A gerente também aconselha entregar o documento no momento da entrevista, e não anexá-lo ao currículo. “Assim, é possível transmitir ao entrevistador interesse pela vaga, além de comprovar a preocupação do candidato com sua imagem no mercado”, diz.

Estudantes e pessoas sem experiência trabalhista prévia, no entanto, se encontram em uma situação mais vulnerável para pedir uma carta de recomendação. Desse modo, a consultora do Grupo Soma sugere solicitá-la a profissionais que tenham realizado algum tipo de serviço com o candidato, como um trabalho voluntário, uma iniciação científica, dentre outros.

Jane também lembra que as cartas precisam ser redigidas em papel timbrado, devem ter o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e endereço da empresa, a assinatura do chefe ou gerente, e o período e o cargo ocupado pelo funcionário. Gerusa ainda acrescenta que é recomendável que o documento descreva algumas das qualidades do funcionário em seu trabalho anterior.





 
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